Instituto Latino-Americano das Nações Unidas Para a Prevenção do Delito e Tratamento do Delinqüente.
Infomações no link:
http://www.ilanud.org.br/areas/justica-juvenil-e-sistema-socioeducativo/
sábado, 25 de setembro de 2010
Informações e Ferramentas para Garantia dos Direitos das Crianças e Adolescentes
Comparação entre total de adolescentes de 12 a 18 anos e aqueles em conflito com a lei - 2005/2006
Estatísticas sobre adolescentes em conflito com a lei:
http://www.promenino.org.br/Ferramentas/Conteudo/tabid/77/ConteudoId/ced8fa9e-7474-45e9-92c6-b903b56a0190/Default.aspx
Estatísticas sobre adolescentes em conflito com a lei:
http://www.promenino.org.br/Ferramentas/Conteudo/tabid/77/ConteudoId/ced8fa9e-7474-45e9-92c6-b903b56a0190/Default.aspx
Conselhos Tutelares
Blog com valiosa contribuição ao debate e indicação de textos:
http://osincriveis6.blogspot.com/2008_09_01_archive.html
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domingo, 12 de setembro de 2010
segunda-feira, 29 de março de 2010
Adolescência, DST e AIDS
De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD)*) de 2005, a população absoluta do Brasil é de 184.388.620 habitantes, sendo 24.461.666 constituído por adolescentes de idade entre 12 e 18 anos. Segundo o documento entitulado “Propostas de Políticas Publicas Para Adolescentes de Baixa Escolaridade e Baixa Renda. Adolescência: Escolaridade Profissionalização e Renda, elaborada pelo grupo técnico para elaboração de propostas para políticas para adolescentes, em dezembro de 2002, 8 milhões de adolescentes possuem níveis de escolaridade e renda que limitam suas condições de desenvolvimento e comprometem a construção de seus projetos. Além disso, são 5,5 milhões de famílias com crianças e adolescentes de até 14 anos de idade, cuja renda é inferior a ½ salário mínimo per capita (IBGE/PNAD, 1999). O documento ainda destaca que 79.392 jovens de 12 a 17 anos são responsáveis por seus domicílios, e 13% das mulheres de 15 a 19 anos têm pelo menos 1 filho.
Com relação a saúde e a sexualidade, segundo estudo da Unicef (2002), dos adolescentes brasileiros com faixa etária entre 12 e 17 anos, 32,8% já haviam tido relações sexuais. Destes, 61% eram homens e 39% mulheres. Segundo o IBGE (2000), 9,5% de adolescentes entre 15 e 19 anos (82% mulheres e 18% homens) vivenciam algum tipo de união, com vida sexual. Entre os jovens de 20 a 24 anos, 36,5% vivenciam também uniões conjugais, sendo o maior percentual entre mulheres (62%).
De acordo com Martins (2006), a adolescência é a faixa de idade que apresenta a maior incidência de doenças sexualmente transmissíveis (DST). Aproximadamente, 25% de todas as DST são diagnosticados em jovens com menos de 25 anos. Os dados disponíveis em âmbito mundial revelam que mais de 30% das adolescentes sexualmente ativas apresentaram infecção por clamídia (Chlamydia), e que aproximadamente 40% foram infectadas pelo papilomavírus humano. A infecção pelo vírus do herpes genital aumentou em mais de 50%. Além desses dados, a pesquisa verificou que os índices de infecção por gonorréia nos intervalos entre 15 e 19 anos são os maiores comparados com outras faixas etárias. Também foi identificado que mais de 25% dos novos casos de infecção pelo vírus HIV ocorrem entre jovens com menos de 22 anos. Para os autores, as DST representam um sério impacto na saúde reprodutiva das adolescentes, porque podem causar esterilidade, doença inflamatória pélvica, câncer de colo uterino, gravidez ectópica, infecções puerperais e recém-nascidos com baixo peso, além de interferir negativamente sobre a auto-estima. As pesquisas sobre DST merecem especial atenção para este segmento, visto ser também considerada um fator de risco para a contaminação pelo vírus HIV. (Martins, 2006).
A epidemia de aids tem crescido entre adolescentes e jovens. A prevalência de aids entre adolescentes de 15 a 19 anos passou de 0,6% até 1990 para 2,0% de 1991 a 2000, e de 2,4% para 10,5% entre jovens de 10 a 24anos, no mesmo período. O perfil epidemiológico da epidemia tem apontado desde o final dos anos 90 para o crescimento da infecção entre mulheres e,em particular, entre mulheres e homens das classes populares, como também seu crescimento em outras regiões do País, como o Nordeste (INSTITUTO PATRÍCIA GALVÃO; FUNDO DE DESENVOLVIMENTO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA A MULHER, 2003).
Em 2003 (Coordenação Nacional de DST/AIDS), foram diagnosticados um total de 9.762 novos casos de aids. Destes novos casos, 457 (7,2%) foram registrados entre jovens homens de 13 a 24 anos de idade, enquanto 388 (11,3%), entre jovens mulheres na mesma faixa etária. Este dado indica a maior prevalência de infecções por HIV/aids entre adolescentes e jovens do sexo feminino, numa tendência epidemiológica que aponta e “feminização” da epidemia e indica maior vulnerabilidade deste grupo etário à infecção.
De acordo com Taquette (2003), dentre os fatores responsáveis pelo aumento do quantitativo de doenças sexualmente transmissíveis entre adolescentes encontra-se a diminuição da idade de início das relações sexuais, o aumento do número de parceiros
e a ausência do uso de preservativo. Chequer (1998), ao estudar o perfil epidemiológico dos pacientes com AIDs detectou uma tendência a juvenilização.
Além destes fatores identificados por Taquette, podemos destacar a desigualdade social como um problema que agrava a situação dos adolescentes infectados com DST/AIDS. O acesso aos centros de tratamento, aos remédios, o baixo nível de instrução, a necessidade de colaborar financeiramente com a sua família tornam a situação ainda mais grave.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Uma triste realidade: abuso Sexual contra crianças e adolescentes
Lamentavel como a violência sexual com crianças e adolescentes tem sido uma realidade entre nós. Vergonha para isso que chamam de humanidade. Quem, além dos seres humanos, poderia cometer tamanha atrocidade? Infelizmente tem sido assim, a humanidade pode agir no caminho da solidariedade e do amor ao próximo, mas também pode ser indiferente, má e covarde. A maldade aparece tanto em atos individuais quanto coletivos. A violência sexual sempre esteve presente na nossa história, não houve progresso nisso e parece que a lei tem sido o caminho para punir e impedir o prosseguimento do ato, mas ainda assim não tem sido suficiente para prevenir.
Segundo dados do Disque Denúncia, 15% dos registros de agressão contra menores são de abuso sexual. Segue a matéria:
"O serviço de recebimento de denúncias de violência contra crianças e adolescentes, o Disque 100, registrou em 2009 cerca de 30 mil reclamações de agressões. Essas denúncias geraram mais do que o dobro de registros de violência --61 mil, uma vez que uma mesma reclamação pode se referir a mais de um tipo de agressão. Mais de 15% desses registros são de abuso sexual (9.638 registros), reclamações mais comuns do que as de violência com lesão corporal, exploração sexual, pornografia e tráfico de crianças.Segundo especialistas, as vítimas de abuso sexual são principalmente crianças e adolescentes vulneráveis socialmente, mas também suscetíveis do ponto de vista psicológico.É o caso da jovem maranhense Marta Elias. Em novembro do ano passado, ela depôs na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa do Maranhão, que investiga casos de abuso sexual infanto-juvenil. Antes de fazer a denúncia contra o prefeito de uma cidade do interior do estado, pai de seu filho mais velho, Marta falou à Agência Brasil sobre o namoro que manteve por dois meses com o político, quando ela ainda era adolescente. Segundo ela, o prefeito era um cara "bacana", "passeava de mãos dadas" e era "muito carinhoso". Marta, que agora busca o reconhecimento da paternidade do filho, mas teme ser perseguida, diz que a atitude do então namorado era muito diferente da vivenciada em casa, entre os pais. "Meu pai não sabe dar carinho para ninguém, nem ele nem a minha mãe. O carinho que eles dão é xingando a gente. A minha mãe é muito zangada."A psicóloga Sandra Santos, que coordena em Salvador (BA) um projeto de atendimento de crianças e adolescentes vítimas de exploração sexual, avalia que os abusadores percebem a falta de atenção e de afeto sofrida pelas vítimas e estabelecem com elas uma relação de poder. "Essa é uma relação de afetividade e de autoridade do adulto sobre as crianças e adolescentes."
Além dos dados do Disque 100 (baseados em denúncias), não há dados precisos sobre os casos de abuso sexual. Mas, de acordo com o secretário executivo do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), o antropólogo Benedito Rodrigues dos Santos, a maior parte dos abusos relatados nos conselhos tutelares e nas delegacias de proteção infanto-juvenil é de incesto: pai com filha e padastro com enteada.Para a psicóloga social Maria Luiza Moura Oliveira, do Conselho Federal de Psicologia, a situação de poder e submissão é comum na relação entre o abusador e sua companheira. "Por que a mãe não conseguiu perceber o abuso? Essa mulher também vem de uma situação de submissão e falta de autonomia inclusive para interditar aquele ato."Na opinião de Moisés Bezerra, do Conselho Tutelar da Cidade Operária, na periferia de São Luís, a exploração em ambiente familiar dificulta a denúncia e a prevenção. "A gente tem medo de alguém que possa entrar na nossa casa e roubar, mas a gente não tem medo de quem a gente conhece."Denúncias de violência sexual podem ser feitas todos os dias (inclusive sábados, domingos e feriados) pelo Disque 100. O serviço funciona das 8h às 22h. A ligação é gratuita e o usuário não precisa se identificar. A denúncia também pode ser feita no e-mail disquedenuncia@sedh.gov.br .
Os nomes de crianças e adolescentes que sofreram violências sexuais e de seus parentes foram trocados". (S. Clemente)"
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
A Invenção da Infância
O documentário de Liliana Sulzbach sobre a infância no Brasil apresenta o cotidiano de crianças de diferentes classes sociais, que vivem no campo e na cidade. A dinâmica de suas vidas revela uma infância dilacerada, esquecida, dominada pelas necessidades do presente e do futuro determinadas pelo mercado.
O mercado como instituição que destrói a infância, seja pelo trabalho, seja pelo consumo, ou mesmo pela captura da infância na ânsia da familia por "formação", altera a qualidade da infância. Encontramos crianças estressadas, que se sentem responsáveis, que não têm mais nas brincadeiras a espontaneidade lúdica que nutre a alegria da infância. De certo modo, a criança é tão prisioneira quanto a sua família, ao viver numa sociedade que se tornou acessório e fez do mercado o elemento central.
O documentário está no Porta Curta Petrobrás, http://portacurtas.org.br/pop_160.asp?cod=672&Exib=2636.
Parabéns pela iniciativa Liliana!
O mercado como instituição que destrói a infância, seja pelo trabalho, seja pelo consumo, ou mesmo pela captura da infância na ânsia da familia por "formação", altera a qualidade da infância. Encontramos crianças estressadas, que se sentem responsáveis, que não têm mais nas brincadeiras a espontaneidade lúdica que nutre a alegria da infância. De certo modo, a criança é tão prisioneira quanto a sua família, ao viver numa sociedade que se tornou acessório e fez do mercado o elemento central.
O documentário está no Porta Curta Petrobrás, http://portacurtas.org.br/pop_160.asp?cod=672&Exib=2636.
Parabéns pela iniciativa Liliana!
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